Como parte da programação dos 80 anos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), nomes como o ator Antônio Pitanga e os pesquisadores João José Reis (UFBA), Virgilio Almeida (UFMG), Olival Freire Jr. (CNPq/UFBA) e Denise Pires (CAPES/UFRJ) farão palestras durante a primeira semana do semestre letivo, nos dias 9, 10 e 11 de março, no Salão Nobre da Reitoria da UFBA (Canela). A programação conta com intervenções artísticas, debates e palestras, abordando temas como cultura, memória, democracia, inteligência artificial, ciência, ensino e pesquisa.

No dia 09 de março (segunda-feira), a partir das 15h, o ator Antônio Pitanga e o professor e pesquisador João José Reis (UFBA) discutem “A Bahia da resistência nos 80 anos da UFBA”, com mediação de Zulu Araújo (UFBA).

Já em 10 de março (terça-feira), às 15h, o professor e pesquisador Virgílio Almeida da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reflete sobre “A inteligência artificial e seus impactos nas universidades”,  com mediação de Adriano Peixoto (UFBA).

Encerrando a programação, na manhã de 11 de março (quarta-feira), às 9h, a UFBA recebe a presidenta da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), professora Denise Pires de Carvalho, e o presidente do  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), professor Olival Freire Júnior, como parte das comemorações dos 50 anos da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) da UFBA. Na oportunidade, serão proferidas as palestras “A Pós-Graduação Brasileira” e “Ciência, Tecnologia e Soberania – História e Perspectivas”, com a mediação do Prof. Ronaldo Lopes Oliveira (PRPPG/UFBA).

Confira a minibiografia dos convidados:

Adriano Peixoto é professor do Instituto de Psicologia da UFBA. Graduado em Administração pela Universidade Salvador e em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia, é mestre em Administração pela mesma instituição e doutor em Psicologia pela University of Sheffield. Atua na área de Psicologia Organizacional e do Trabalho, com ênfase em práticas de gestão de pessoas, gestão do trabalho, gestão universitária, organização do trabalho e saúde mental do estudante. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (2014–2018). Atualmente, é Superintendente de Avaliação e Desenvolvimento Institucional e preside o Comitê de Governança Digital da UFBA.

Antônio Pitanga é ator brasileiro, nascido em 1939, em Salvador (BA). Formou-se em Artes Dramáticas pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Estreou no cinema em 1960, atuando em obras fundamentais do cinema brasileiro, como Bahia de Todos os Santos (1960), filme que deu origem ao seu sobrenome artístico “Pitanga”, A Grande Feira (1961), Barravento (1962) e Ganga Zumba (1964). Ao longo da carreira, participou de mais de 50 filmes, entre eles Villa-Lobos – Uma Vida de Paixão (2000), Zuzu Angel (2006) e O Homem que Desafiou o Diabo (2007). Na televisão, integrou o elenco de novelas como A Próxima Vítima (1995), O Clone (2001) e Celebridade (2003), além de mais de 30 outros trabalhos entre novelas e séries. No teatro, participou da primeira montagem da peça “Após a Chuva” (2007/2008). Além de sua trajetória artística, Antônio Pitanga é uma importante voz do movimento negro no Brasil, tendo sido primeiro-cavalheiro do Estado do Rio de Janeiro entre 2002 e 2003. Também é membro do Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro (CIDAN), organização dedicada à valorização e à ampliação da presença de artistas negros no cinema brasileiro.

Denise Pires é a primeira mulher a dirigir o Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, no período de 2010-2013. No ano de 2019, foi eleita Reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo de reitora na instituição em cem anos. Professora titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, foi nomeada presidente da CAPES em 2024. É membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia de Medicina do Rio de Janeiro (AMRJ) e da Academia Lusobrasileira de Letras (ALBL).

João José Reis é Professor Titular do Departamento de História da Universidade Federal da Bahia. Seu livro “A morte é uma festa” recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Obra, categoria Ensaio, em 1992, e o Prêmio Haring da American Historical Association, em 1997. Foi professor visitante nas universidades de Michigan (Ann Arbor), Princeton, Brandeis, Texas (Austin) e na École des Hautes Études en Sciences Sociales. Foi pesquisador visitante na Universidade de Londres, no Center for Advanced Studies in the Behavioral Sciences (Stanford) e no National Humanities Center (Research Triangle, NC). Entre outros prêmios e distinções, recebeu a Comenda do Mérito Científico do Ministério da Ciência e Tecnologia, nas classes de Comendador e Grã Cruz e é Membro Honorário Estrangeiro Vitalício da American Historical Association. Pesquisa, entre outros, os seguintes temas: história social e cultural da África, da escravidão e do tráfico; resistência escrava; movimentos sociais; atitudes diante da morte.

Olival Freire Jr. é Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Professor Titular do Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pesquisa em história da teoria quântica, história da ciência no Brasil, e usos da história e filosofia da ciência no ensino de ciências. Em 2011, foi um dos ganhadores do Prêmio Jabuti de ciências exatas por seu livro Quantum theory: historical studies and cultural implications. Foi Pró-Reitor de Pesquisa, Criação e Inovação da UFBA e coordenador do CAPES PRINT UFBA. Foi Diretor Científico do CNPq entre março 2023 e novembro 2025

Ronaldo Lopes Oliveira Graduado em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá, possui mestrado e doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa. É Professor Titular da Universidade Federal da Bahia, com atuação em Avaliação de Alimentos para Ruminantes e Qualidade da Carne. Foi Zootecnista do Ano, em 2010, pela Associação Brasileira de Zootecnistas, e Acadêmico do Ano de 2020, pela Sociedade Nordestina de Produção Animal. Presidiu a Sociedade Brasileira de Zootecnia (2009–2011), integrou o Comitê Assessor do CNPq (2016–2019) e coordenou a Área de Zootecnia/Recursos Pesqueiros na CAPES (2018–2021). Foi editor-chefe da Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal (2007–2018), atuou na Pró-Reitoria de Pós-Graduação e como Assessor Adjunto para Assuntos Internacionais da UFBA. É membro titular da Academia de Ciências da Bahia e, atualmente, Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA.

Virgilio Augusto Fernandes Almeida é professor emérito de Ciência da Computação da UFMG, pesquisador e especialista em inteligência artificial (IA), ética em algoritmos e governança da Internet. No ano de 2012, recebeu a Medalha de Honra da Inconfidência, do governo de Minas Gerais. Foi professor visitante na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade de Harvard em 2016. Membro da Academia Brasileira de Ciências, Academia Nacional de Engenharia, sua pesquisa concentra-se no campo dos sistemas de computação, principalmente em sistemas distribuídos em larga escala e suas propriedades.

Zulu Araújo é produtor, gestor cultural e Doutor em Relações Internacionais UFBA. Graduado em Arquitetura e Urbanismo UFBA, Mestre em Cultura e Sociedade Instituto de Artes e Ciências Milton Santos IHAC/UFBA. Veterano na produção e gestão cultural, Zulu presidiu a Fundação Cultural Palmares de 2007 a 2011, após ser convidado pelo ministro Gilberto Gil. Sua experiência o levou, em 2015, ao comando da Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Ocupou interinamente o cargo de presidência da FUNARTE. Coordenou a II Conferência dos Intelectuais da África e da Diáspora Salvador/Bahia e o III Festival Mundial de Artes Negras FESMAN Dakar/Senegal. Liderou iniciativas educativas e culturais voltadas à valorização da ancestralidade africana e ao enfrentamento do racismo estrutural.